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Browsing by Autor "Ana Carolina da Ponte Cervo"

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    ABERTURA DE QUADROS PSIQUIÁTRICOS DEVIDO USO INAPROPRIADO DE SIBUTRAMINA
    (2024) Guilherme Henrique Machado Cessel Pereira; Alessandra Honorato Aguiar; Ana Carolina da Ponte Cervo; Arthur Barbosa Mendonça; Carolina Russo Bordin; Elen Carla de Melo; Heloisa Nunes Martinez; Juliana Campos de Paiva Silva; Lorena Oliveira Cristovão; Melissa da Costa Prado
    Compreender a relação entre o medicamento e o desenvolvimento de transtornos mentais. Metodologia: Revisão integrativa da literatura realizada nas bases de dados Biblioteca Virtual da Saúde (BVS) e Google Acadêmico, utilizando os descritores em Ciências da Saúde (DeCS): “Sibutramina”, “Riscos”, “Efeitos colaterais” combinados entre si pelo operador booleano AND. Resultados: A sibutramina, medicamento para obesidade, pode desencadear quadros psiquiátricos, como ansiedade e depressão, através de mecanismos biológicos, como alterações neuroquímicas e disfunção do eixo hipotálamo – hipófise – adrenal, além dos psicológicos, como fatores de predisposição e estresse. Estimativas de prevalência variam de 1% a 10%, com incidência de até 2% ao ano. Meta-análises recentes apontam uma prevalência média de 3,5% para transtornos de ansiedade e 2,8% para transtornos depressivos. Essa variação pode ser atribuída a diferenças metodológicas entre os estudos, bem como à falta de padronização nos critérios de diagnóstico. Identificar os fatores de risco associados ao desenvolvimento desses transtornos é crucial para uma abordagem preventiva mais eficaz. Histórico prévio de transtornos mentais, uso concomitante de outros medicamentos psicoativos e eventos estressantes são alguns dos fatores que aumentam a probabilidade de desenvolver quadros psiquiátricos em pacientes que utilizam sibutramina. A falta de acompanhamento médico e o uso estético contribuem para o aumento dos riscos. Profissionais de saúde devem monitorar de perto os pacientes, especialmente adultos jovens e mulheres, e desaconselhar a sibutramina em casos de histórico psiquiátrico, uso de antidepressivos ou estresse intenso. Estudos recentes reforçam essa associação, destacando a importância da cautela e do acompanhamento médico. Embora haja evidências de uma associação entre o uso de sibutramina e o surgimento de quadros psiquiátricos, estabelecer uma relação causal definitiva é desafiador devido a diferenças metodológicas entre os estudos e possíveis influências da indústria farmacêutica. No entanto, critérios de Bradford Hill sugerem uma relação plausível entre o medicamento e os transtornos psiquiátricos. Conclusão: Em suma, a sibutramina apresenta um risco real de desencadear transtornos psiquiátricos. A decisão de utilizá-la deve ser ponderada, levando em consideração os riscos e benefícios individuais, e sempre com acompanhamento médico especializado.

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