Sérgio Reis Fernando MartinhoFeby Bitross Mutekuza Foia Chave2026-03-222026-03-22202510.56346/ijsa.v8i3.558https://doi.org/10.56346/ijsa.v8i3.558https://andeanlibrary.org/handle/123456789/78651O presente artigo analisa o trabalho infantil como uma estratégia de sobrevivência adoptada pelas famílias em situação de vulnerabilidade económica em Moçambique, província de Tete, com particular enfoque na cidade de Tete. Destaca-se as dinâmicas sociológicas que o sustentam e as implicações sociais, culturais e éticas que dele decorrem. A pesquisa parte do pressuposto de que, em contextos marcados pela pobreza e pela ausência de políticas públicas eficazes, o trabalho das crianças constitui uma resposta adaptativa à precariedade, funcionando como um recurso de apoio à economia doméstica. A análise, de natureza qualitativa, baseia-se em entrevistas, observações e revisão bibliográfica, permitindo compreender como as famílias legitimam o envolvimento das crianças em actividades laborais informais. O estudo evidencia que o trabalho infantil, embora frequentemente condenado sob ponto de vista jurídico e moral, é socialmente compreendido por algumas comunidades como expressão de responsabilidade e solidariedade familiar. No entanto, tal prática perpetua ciclos de exclusão social, limita o acesso à educação e compromete o desenvolvimento integral da criança. Conclui-se que a erradicação do trabalho infantil requer políticas integradas de combate à pobreza, fortalecimento das redes de protecção social e promoção de alternativas económicas sustentáveis para as famílias.Vulnerability (computing)Work (physics)SociologyPsychologyHumanitiesGovernment (linguistics)O TRABALHO INFANTIL COMO ESTRATÉGIA DE SOBREVIVÊNCIA: UMA ANÁLISE SOCIOLÓGICA DAS DINÂMICAS FAMILIARES EM SITUAÇÃO DE VULNERABILIDADE ECONÓMICAarticle