Witold Skwara2026-03-222026-03-22201210.25247/p1982-999x.2010.v1n1.p161-176https://doi.org/10.25247/p1982-999x.2010.v1n1.p161-176https://andeanlibrary.org/handle/123456789/65395O Artigo em questão apresenta dois expoentes máximos da Idade Média que seesforçaram por responder: “o que é o tempo”? Agostinho de Hipona, na Patrística,propõe-se demonstrar o tempo (nunc transiens), numa perspectiva psicológica,como intuição do movimento ou do devir, ao identificá-lo com a própria vida daalma, que se estende a partir do presente para o passado ou para o futuro(extensio ou distensio). Tomás de Aquino, na Escolástica, assimila quase integralmentea teoria do tempo aristotélica, alicerçado nas ciências naturais e entendidocomo o número ou medida do movimento segundo “antes” e “depois”,mas introduz também um implemento original em que aborda a existência de algointermediário entre a eternidade e o tempo: “aevum”, referente às substânciascriadas. Resumindo, Agostinho intui o movimento e focaliza nele o aspectoqualitativo; ao contrário, Tomás de Aquino mede o movimento e frisa nele oaspecto quantitativo.ptPhilosophyHumanitiesO tempo qualitativo em Santo Agostinho e o tempo quantitativo em Tomás de Aquino [“Qualitative” time by St. Augustine and Quantitative time by Thomas of Aquinas]article