André Felipe SimõesRodrigo Massao Kurita2026-03-222026-03-22202410.5151/9786555503487-19https://doi.org/10.5151/9786555503487-19https://andeanlibrary.org/handle/123456789/83225A ecocrítica surge em meados da década de 1980 como um novo paradigma de estudos literários pautado na defesa e proteção do meio ambiente. Esse movimento emerge da premência do enfretamento da crise ambiental causada pelas atividades antrópicas e, de modo correlato, da necessidade de expandir a consciência socioambiental em prol de maior engajamento ambiental preservacionista. Nesse contexto, o presente capítulo, por meio de revisão bibliográfica, objetivou caracterizar e analisar os antecedentes históricos da ecocrítica vis-à-vis suas principais escolas teóricas. Destarte, este estudo almejou uma análise crítica e pormenorizada da ecocrítica sob o prisma das externalidades socioambientais correlatas ao pós-colonialismo e com foco na mitigação da crise ambiental global. Foi possível, no contexto do desenvolvimento deste estudo, caracterizar e analisar as principais dificuldades faceadas pelos ecocríticos pós-coloniais ao tentarem, de modo inconsciente, descaracterizar as narrativas ecocríticas do Sul Global. Observou-se, de maneira conclusiva, que uma das principais contribuições da ecocrítica se refere à adição de novas perspectivas metodológicas e teóricas na instrumentalização do pensar com sensibilidade ecológica, bem como no que tange ao fortalecimento do engajamento das correntes biocêntricas em contraposição ao antropocentrismo. Palavras chave: ecocrítica; conscientização socioambiental; pós-colonialismo; mitigação da crise ambiental.ptPolitical scienceAnálise sobre o papel histórico e contemporâneo da ecocrítica diante da crise ambiental globalbook-chapter