Browsing by Autor "Izaque Benedito Miranda Batista"
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Item type: Item , Complicações Pós-Cirúrgicas da Catarata: Abordagem Clínica, Fatores de Risco e Estratégias de Prevenção(2025) Gabriel Romano Atensia; Beatriz Carvalho Encinas; Izaque Benedito Miranda Batista; Bárbara De Melo Balbino Bezerra; Andressa Da Silva Vargas; Gabriela Oliveira; Leiliane Frota Correia Lima; Larissa Nascimento Todoverto; B. Silva; Alice Horbach MeloIntrodução: A cirurgia de catarata é um dos procedimentos oftalmológicos mais realizados no mundo, com elevadas taxas de sucesso e melhora significativa da acuidade visual. Apesar dos avanços técnicos e do uso de tecnologias modernas, complicações pós-operatórias ainda representam um desafio clínico, podendo comprometer o prognóstico visual. As principais complicações incluem endoftalmite, edema macular cistóide, opacificação da cápsula posterior e descolamento de retina. O conhecimento dos fatores de risco e a adoção de medidas preventivas são essenciais para reduzir a morbidade associada. Objetivo: Revisar as principais complicações pós-cirúrgicas da catarata, seus fatores de risco e estratégias atuais de prevenção, com base em diretrizes da Sociedade Brasileira de Oftalmologia (SBO) e evidências de publicações internacionais de referência. Metodologia: Foi realizada uma revisão narrativa em bases científicas como PubMed, SciELO e LILACS, abrangendo artigos publicados entre 2019 e 2024. Foram selecionados estudos clínicos, revisões sistemáticas e diretrizes de sociedades médicas reconhecidas, priorizando evidências com relevância prática para o contexto brasileiro. Discussão/Resultados: Entre as complicações precoces, destacam-se a endoftalmite infecciosa e a inflamação intraocular intensa. A endoftalmite, embora rara (0,02–0,05% dos casos), pode causar perda visual irreversível. Seu risco aumenta em pacientes diabéticos, imunossuprimidos e na presença de ruptura da cápsula posterior. A profilaxia com antibióticos intracamerais, como a cefuroxima, e o uso adequado de antissépticos (povidona-iodo) são medidas eficazes de prevenção. O edema macular cistóide surge geralmente nas primeiras semanas pós-operatórias e está associado à ruptura da barreira hematorretiniana. O tratamento envolve anti-inflamatórios tópicos e, em casos persistentes, corticosteroides intravítreos. Já a opacificação da cápsula posterior é a complicação tardia mais comum e pode ser tratada com capsulotomia a laser Nd:YAG. O descolamento de retina, embora incomum, requer diagnóstico precoce e manejo cirúrgico imediato. A individualização do cuidado, o controle rigoroso de comorbidades e o seguimento pós-operatório adequado são pilares para minimizar complicações e otimizar o resultado visual. Conclusão: Apesar do alto índice de sucesso da cirurgia de catarata, complicações podem ocorrer e exigem abordagem rápida e preventiva. A implementação de protocolos baseados em evidências e a vigilância pós-operatória são fundamentais para garantir segurança e bons resultados visuais aos pacientes.Item type: Item , DEGENERAÇÃO MACULAR RELACIONADA À IDADE: ATUALIZAÇÕES NO DIAGNÓSTICO, FISIOPATOLOGIA E MANEJO TERAPÊUTICO(2026) Izaque Benedito Miranda Batista; Luja de Carvalho Miranda; Júlia Maria de Morais Ferreira; Kellen Christine Brites Gonçalves; Karolayne Kelyn Brandalise; Lucimara Rocha de Souza; Rafaela Castioni Ferreira; Renato Félix Amorim Bezerra; Thiago Muniz Borges; Oligledson Santana de FreitasIntrodução: A degeneração macular relacionada à idade (DMRI) é a principal causa de perda visual irreversível em indivíduos acima de 60 anos nos países desenvolvidos e apresenta impacto crescente no Brasil em razão do envelhecimento populacional. A doença afeta a mácula, região central da retina responsável pela visão de detalhes, leitura e reconhecimento facial. A DMRI compromete significativamente a autonomia e a qualidade de vida, além de gerar elevados custos sociais e assistenciais. Avanços recentes na compreensão da fisiopatologia, aliados a novas ferramentas diagnósticas e terapêuticas, têm modificado de forma relevante o prognóstico da doença, especialmente em sua forma exsudativa. Objetivo: Apresentar uma atualização sobre os principais mecanismos fisiopatológicos da DMRI, discutir os métodos diagnósticos atualmente utilizados e analisar as estratégias terapêuticas contemporâneas recomendadas por sociedades oftalmológicas e estudos de referência. Metodologia: Realizou-se uma revisão narrativa da literatura, com base em artigos científicos publicados entre 2015 e 2025, diretrizes de sociedades internacionais e brasileiras de oftalmologia e consensos clínicos amplamente reconhecidos. Foram priorizados estudos observacionais, ensaios clínicos e revisões que abordassem diagnóstico, fisiopatologia e tratamento da DMRI em adultos. Discussão e Resultados: A fisiopatologia da DMRI envolve interação complexa entre envelhecimento, predisposição genética, estresse oxidativo, inflamação crônica e disfunção do epitélio pigmentar da retina. Clinicamente, a doença é classificada em forma seca, caracterizada por drusas e atrofia progressiva, e forma úmida, marcada por neovascularização coroideana. O diagnóstico baseia-se no exame oftalmológico detalhado, complementado por tomografia de coerência óptica e angiografia, fundamentais para a detecção precoce e monitorização. No manejo terapêutico, a suplementação vitamínica tem papel na forma seca intermediária, enquanto a forma exsudativa é tratada predominantemente com agentes anti-VEGF, que reduziram significativamente a progressão da perda visual quando administrados de forma adequada e contínua. Conclusão: A DMRI permanece um desafio clínico relevante, porém os avanços diagnósticos e terapêuticos transformaram seu manejo. O diagnóstico precoce e o seguimento regular são essenciais para preservar a visão e minimizar o impacto funcional da doença, reforçando a importância de uma abordagem baseada em evidências e individualizada.Item type: Item , Evolução da Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) para a Doença de Barrett: Mecanismos, Diagnóstico e Manejo Preventivo(2025) LS Souza; Julio Henrique Dias Jacob; Izaque Benedito Miranda Batista; Daniela Carla Bizetti; Hugo Antônio Lucena Raulino; Bruno Ricardy De Miranda Ângelo; João Pedro Magalhães Albieri; Emilly Esquivel Bressani Adjafre; REBECA MARIA AMED MARTINS FREIRE; Giovana Gabriele Lemes AlvesIntrodução: A doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) é uma das condições gastrointestinais mais prevalentes na prática clínica, caracterizada pelo retorno crônico do conteúdo gástrico ao esôfago, com potencial de causar sintomas persistentes e lesões da mucosa. Quando o refluxo ácido é prolongado e não adequadamente controlado, pode ocorrer a substituição do epitélio escamoso normal por epitélio colunar especializado, configurando a Doença de Barrett. Essa condição é reconhecida como o principal fator de risco para o desenvolvimento de adenocarcinoma esofágico, neoplasia de elevada morbimortalidade. A compreensão dos mecanismos envolvidos nessa progressão, bem como estratégias diagnósticas e preventivas, é fundamental para reduzir desfechos adversos. Objetivo: Analisar os principais mecanismos fisiopatológicos da progressão da DRGE para a Doença de Barrett, discutir os métodos diagnósticos atuais e revisar estratégias de manejo preventivo baseadas em evidências consolidadas. Metodologia: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, baseada em diretrizes de sociedades gastroenterológicas internacionais e brasileiras, além de estudos clínicos observacionais e revisões sistemáticas amplamente reconhecidas. Foram priorizados trabalhos publicados em periódicos de alto impacto e documentos oficiais que abordam fisiopatologia, diagnóstico endoscópico e estratégias terapêuticas preventivas. Discussão/Resultados: A progressão da DRGE para a Doença de Barrett está relacionada à exposição crônica da mucosa esofágica ao ácido e à bile, resultando em inflamação persistente, estresse oxidativo e alterações celulares adaptativas. Fatores como obesidade abdominal, hérnia hiatal, sexo masculino e tabagismo aumentam significativamente esse risco. O diagnóstico baseia-se na endoscopia digestiva alta com confirmação histológica, sendo recomendada vigilância periódica conforme o grau de displasia. O manejo preventivo inclui controle rigoroso do refluxo com inibidores da bomba de prótons, mudanças no estilo de vida e, em casos selecionados, terapias endoscópicas ablativas, que demonstram redução da progressão para neoplasia. Conclusão: A evolução da DRGE para a Doença de Barrett representa um processo multifatorial e potencialmente evitável. O reconhecimento precoce de fatores de risco, aliado a estratégias diagnósticas adequadas e ao manejo preventivo eficaz, é essencial para reduzir a incidência de complicações graves, incluindo o câncer esofágico.