O papel de uma equipa de cuidados de saúde primários no acolhimento de refugiados afegãos

dc.contributor.authorMarta Bernardo
dc.contributor.authorMatilde Ourique
dc.contributor.authorCatarina Pinhão
dc.contributor.authorCatarina Pedro
dc.contributor.authorDiana Martins Correia
dc.contributor.authorUSF Andreas, ACeS Oeste Sul
dc.contributor.authorCatarina Pedro
dc.contributor.authorUSF Andreas, ACeS Oeste Sul.
dc.contributor.authorDiana Martins Correia
dc.contributor.authorUnidade de Saúde Pública Moinhos,
dc.coverage.spatialBolivia
dc.date.accessioned2026-03-22T19:05:32Z
dc.date.available2026-03-22T19:05:32Z
dc.date.issued2023
dc.description.abstractIntrodução: Em 2021, o Afeganistão foi o 2º país no mundo com a maior população refugiada após a crise migratória desencadeada por conflitos bélico-políticos. Diversos países da Europa, incluindo Portugal, acolheram estas pessoas através de programas organizados. A migração é um determinante social para a saúde, geradora de iniquidades e com impacto negativo. A medicina de acolhimento de refugiados apresenta particularidades, requerendo a intervenção de equipas de profissionais de saúde treinados. Método: Estudo transversal retrospetivo do estado de saúde de um grupo de refugiados afegãos e dos procedimentos da equipa de cuidados de saúde primários de um Agrupamento de Centros de Saúde da Administração Regional de Lisboa e Vale do Tejo, de novembro/2021 a abril/2022. Descrição dos procedimentos de saúde inerentes ao acolhimento de refugiados. Caracterização sociodemográfica do grupo, do número e tipo de consultas realizadas e quantificação e descrição dos principais problemas ativos. Resultados: Foram acolhidos 48 indivíduos, com idade média de 19,7±16,5 anos, incluindo 52,1% adultos e 47,9% crianças e adolescentes. Realizaram-se 206 consultas e identificaram-se 121 problemas ativos. Os adultos necessitaram de mais consultas do que as crianças e adolescentes (134 vs 72, respetivamente) (p-value<0,05). As infeções contribuíram para, pelo menos, 47,7% dos problemas ativos em crianças e adolescentes e 29,9% em adultos. Vinte e quatro por cento dos adultos relataram sintomas psicopatológicos e, destes, 66,7% tinham patologia mental. Os refugiados afegãos aderiram aos métodos contracetivos propostos, programas de rastreio e de vacinação. Conclusão: A migração gera desafios socioculturais e de saúde. Os problemas ativos identificados evidenciam as doenças infeciosas, orais e mentais. Este trabalho enfatiza a necessidade de orientações sobre o acolhimento de pessoas refugiadas e reforça a importância de obter resultados validados e reprodutíveis. A definição de uma equipa multidisciplinar é essencial e prestar assistência a populações refugiadas traz desafios.
dc.identifier.doi10.32385/rpmgf.v39i4.13559
dc.identifier.urihttps://doi.org/10.32385/rpmgf.v39i4.13559
dc.identifier.urihttps://andeanlibrary.org/handle/123456789/74002
dc.language.isopt
dc.relation.ispartofRevista Portuguesa de Clínica Geral
dc.sourceSan Antonio College
dc.subjectHumanities
dc.subjectPolitical science
dc.titleO papel de uma equipa de cuidados de saúde primários no acolhimento de refugiados afegãos
dc.typearticle

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