Convulsão febris em crianças: aspectos clínicos e diagnósticos

dc.contributor.authorCamilla Maganhin Luquetti
dc.contributor.authorAdria Luana Gabler da Costa
dc.contributor.authorCaroline De Souza da Silva
dc.contributor.authorJosé Teobaldo da Costa Neto
dc.contributor.authorFlávia Miozzo Cenci
dc.contributor.authorJosé Humberto Teixeira
dc.contributor.authorBeatriz Rodrigues Rossatto
dc.contributor.authorCaroline Queiroz Corse
dc.contributor.authorDaniel De Brito Pontes
dc.contributor.authorMário Henrique Rodrigues Cavalcanti
dc.coverage.spatialBolivia
dc.date.accessioned2026-03-22T19:21:39Z
dc.date.available2026-03-22T19:21:39Z
dc.date.issued2024
dc.description.abstractIntrodução: Convulsão febril é distúrbio neurológico comum e dependente da idade, em 2 a 4% de crianças menores de cinco anos. São convulsões do tipo simples, generalizadas, menores de 15 minutos e não se repetem em 24 horas. Embora em 33% dos casos possam recorrer na primeira infância, possuem origem benigna e estão associadas a um risco futuro de epilepsia apenas ligeiramente superior à população em geral. Aquelas febris do tipo focais, prolongadas ou múltiplas nas primeiras 24 horas são definidas como complexas, com maior recorrência e heterogeneidade de condições associadas. Objetivo: discutir fatores de risco, quadro clínico e diagnóstico das convulsões febris. Metodologia: Revisão de literatura integrativa a partir de bases de dados da Scielo, da PubMed e da BVS, de janeiro a abril de 2024, com descritores “febrile seizures”, “clinical features”, e “evaluation”, cadastrados no DeCS/MeSH e operador “AND”. Incluíram-se artigos de 2019-2024 (total 96), com exclusão de outros critérios e escolha de 05 artigos na íntegra. Resultados e Discussão: A convulsão febril tem pico de incidência entre 12 e 18 meses de idade. Há ligeira predominância masculina, com relação estimada de 1,6:1. Além da idade, os fatores de risco mais comuns incluem febre alta, infecção viral, imunização recente (após tríplice e tetraviral) e histórico familiar de convulsões febris. A maioria apresenta convulsão febril no primeiro dia da doença e, em alguns casos, como primeiro sintoma. Duram menos de 15 minutos, sem características focais, uma em 24 horas. Caracterizam-se como crises tônico-clônicas generalizadas, mas também podem ser de caráter atônico ou tônico. A convulsão febril complexa diferencia-se por episódios com mais de 15 minutos, focais ou paresia pós-ictal e recorrência em 24 horas. O diagnóstico diferencial de convulsão febril deve sempre considerar infecção do SNC (meningite/encefalite). As convulsões febris são diagnóstico clínico. Em crianças com história típica e exame tranquilizador e não focal, os testes diagnósticos são desnecessários. Podem ser realizados punção lombar e exames laboratoriais, neuroimagem e eletroencefalografia (EEG), se suspeita de meningite ou infecção intracraniana. Deve-se considerar, portanto, convulsão febril: convulsão com temperatura > 38ºc; idade entre 6 meses a 5 anos; ausência de infecção de SNC; ausência de anormalidade metabólica sistêmica aguda; sem histórico de convulsão afebril anterior. Conclusão: Convulsão febril é comum na primeira infância, desde que ocorra com febre, sem evidência de infecção intracraniana ou causa definida. Não é considerada uma forma de epilepsia, o que é caracterizado por convulsões não febris recorrentes.
dc.identifier.doi10.36557/2674-8169.2024v6n8p2095-2106
dc.identifier.urihttps://doi.org/10.36557/2674-8169.2024v6n8p2095-2106
dc.identifier.urihttps://andeanlibrary.org/handle/123456789/75595
dc.language.isopt
dc.relation.ispartofBrazilian Journal of Implantology and Health Sciences
dc.sourceHospital Israelita Albert Einstein
dc.subjectHumanities
dc.subjectMedicine
dc.subjectGynecology
dc.titleConvulsão febris em crianças: aspectos clínicos e diagnósticos
dc.typearticle

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