PORTADORES DE HIV DE MEIA-IDADE E ALTERAÇÕES COGNITIVAS: DIAGNÓSTICO PRECOCE PARA PREVENÇÃO DE DANOS NEUROCOGNITIVOS
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O diagnóstico de HIV em adultos com 50 anos ou mais tem aumentado, impulsionado pela terapia antirretroviral e pela ampliação dos testes diagnósticos. Estudos classificam como idosos, no contexto do HIV, aqueles com 50 anos ou mais. Em 2020, estimou-se que 70% dos indivíduos com HIV nos EUA estavam nessa faixa etária. No Brasil, em 2017, foram notificadas 4.839 infecções por HIV em pacientes com 50 anos ou mais, representando 11,4% do total. Entre 2020 e 2022, a população de pacientes com HIV acima de 50 anos no Brasil enfrentou desafios específicos. O Boletim Epidemiológico de HIV/AIDS 2021 do Ministério da Saúde relatou um aumento significativo nos diagnósticos nessa faixa etária: 5.709 novos casos em 2020, subindo para 6.128 em 2021, com aumento em 2022. Esse crescimento reflete a necessidade de estratégias de prevenção e tratamento específicas para os mais velhos. A vulnerabilidade dessa população é agravada pelo diagnóstico tardio, resultando em complicações de saúde mais severas e uma resposta ao tratamento menos eficaz. É imprescindível a intervenção na população idosa no que tange as complicações cognitivas, sendo um foco na saúde desses idosos. As possibilidades para viver mais, devido a terapia medicamentosa já é um dos maiores avanços angariados para a população com HIV, e logicamente para os idosos portadores, porém, é transcendente que essa população idosa seja assistida com os meios corretos no atendimento da saúde mental, principalmente na prevenção de danos cognitivos.