Nuances e relações sobre o Terroir e a Indicação Geográfica do café de Minas Gerais: uma abordagem histórica
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Montes Claros State University
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A cafeicultura, há séculos, constitui um dos segmentos mais dinâmicos do setor econômico de Minas Gerais, considerando o volume de produção, a movimentação de capitais e a massa socioeconômica ocupada nessa atividade. O presente trabalho tem como objetivo central realizar uma análise epistemológica, por meio de um levantamento bibliográfico de cunho qualitativo exploratório, descrevendo as relações presentes na produção de café que possuem Indicação Geográfica (IG) e o terroir específico no estado de Minas Gerais, além de evidenciar o aumento da produção cafeeira no estado. O café é o produto agrícola brasileiro com o maior número de registro de IG no Instituto Nacional da Propriedade Industrial. Sua trajetória histórica integra a formação socioeconômica e cultural do Brasil desde o século XVIII. A IG tem sido objeto de observação e pesquisas por permitir a identificação da origem de produtos ou serviços com base em sua localização geográfica. O conceito de terroir, por sua vez, está relacionado a categorias-chave da Geografia, abrangendo a interação entre o meio natural e os fatores humanos. Esse conceito é essencial, pois considera não apenas aspectos naturais (clima, solo, relevo), mas também elementos humanos que influenciam a produção. As análises desenvolvidas neste trabalho fundamentaram-se nesses conceitos, permitindo evidenciar que a produção de café em Minas Gerais está diretamente vinculada tanto à IG quanto ao terroir. Constatou-se que, além de ser o maior produtor de café do Brasil, o estado se destaca pela produção de cafés certificados, reconhecidos nacional e internacionalmente, conforme os padrões estabelecidos pela Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC) por meio do Programa de Qualidade do Café.
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