Confluência entre neurociência, neuroplasticidade e o desenvolvimento musical.
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O presente estudo se propôs a analisar a relação da música com o neurodesenvolvimento. As mudanças fisiológicas com a estimulação sonora são múltiplas, envolvendo desde funções neuropsicológicas complexas até a modulação dos padrões neurovegetativos. O sistema nervoso detém a capacidade de se moldar frente a estímulos. Por esse viés, ele torna-se capaz de formar ou extinguir sinapses entre os neurônios. Nesse ínterim, a prática musical vai ao encontro dessa neuroplasticidade, quadro que confere mudanças físicas positivas no cérebro. Outro fator analisado é o modo como a musicalidade influencia na liberação de neurotrofinas cuja função é propiciar uma conexão e sobrevivência entre os neurônios. Outrossim, observa-se como a estrutura cerebral é distinta entre diferentes pessoas, principalmente entre musicistas e não musicistas. Por essa perspectiva, discutir sobre cada um desses parâmetros é extremamente necessário e para isso realizou-se uma revisão de literatura de cunho qualitativo e descritivo. Em suma, a música é hábil para desencadear sentimentos por meio da modulação das estruturas límbicas e paralímbicas cerebrais, bem como é capacitada a influir no estado de humor dos indivíduos, visto que atua sobre a atividade neural dopaminérgica. A musicalização, portanto, atua em diferentes âmbitos cognitivos. Posto isso, a musicoterapia é um tratamento válido para o desenvolvimento neuromotor dos pacientes, conjuntura que denota o quanto é imprescindível abordar tal temática com o fito de informar aos profissionais da área da saúde sobre essa terapêutica.