PERFIL DAS INFECÇÕES DO TRATO URINÁRIO EM MULHER ADULTAS EM ACOMPANHAMENTO AMBULATORIAL NO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DE BRASÍLIA NO PERÍODO PANDÊMICO DE COVID-19

Abstract

Introdução: A infecção do trato urinário (ITU) acomete principalmente o sexo feminino devido ao menor comprimento uretral e proximidade entre ânus e uretra. Afeta mais de 10% das mulheres e cerca de 50% possuem no mínimo um episódio na vida. O tratamento empírico é a conduta mais adequada na maioria das vezes, contudo é importante conhecer os agentes circulantes na comunidade e o perfil microbiológico a fim de evitar a resistência bacteriana. Metodologia: Foi realizado estudo observacional retrospectivo dos principais patógenos isolados e perfil de sensibilidade aos antibióticos em uroculturas positivas de mulheres adultas atendidas ambulatorialmente no Hospital Universitário de Brasília em 2021. Resultados: Dentre as 739 uroculturas positivas, 43,8% foram contaminadas. Os agentes mais prevalentes foram Escherichia coli (56,4%), Klebsiella pneumoniae (12,5%), Enterococcus faecalis (7,2%), e Streptococcus agalactiae (3,9%). Houve sensibilidade de 82,74% das amostras testadas para nitrofurantoína, 74% para ciprofloxacino e 62,82% para sulfametoxazol-trimetoprim. Discussão: O grande número de amostras contaminadas aponta a necessidade de revisar as práticas de coleta de urina. O principal patógeno isolado nas amostras positivas foi a Escherichia coli em concordância com outros estudos realizados. O antibiótico de primeira linha no tratamento ambulatorial de infecção do trato urinário com maior taxa de sensibilidade (96,07%) a este patógeno foi a nitrofurantoína. Conclui-se sobre a importância em conhecer o padrão de sensibilidade dos uropatógenos isolados em cada local visando à seleção racional dos antimicrobianos para o tratamento adequado de ITU.

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