Gestação ectópica: Abordagem etiopatogênica e enfoque terapêutico
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Introdução: A gestação ectópica (GE) ocorre quando o embrião se implanta fora do útero, sendo a principal causa de morbidade e mortalidade materna no primeiro trimestre. Fatores como anomalias tubárias, infecções pélvicas e tratamentos de fertilidade são riscos conhecidos. O diagnóstico precoce e o tratamento eficaz são essenciais para evitar complicações graves. Objetivo: O estudo visa realizar uma revisão da literatura sobre a etiopatogênese e as abordagens terapêuticas da GE, buscando aprimorar o diagnóstico, tratamento e preservação da fertilidade das pacientes. Metodologia: Foi realizada uma revisão qualitativa exploratória em bases de dados científicas como PubMed, SciELO, LILACS, Google Acadêmico e MEDLINE, com artigos publicados entre 2010 e 2023. A pesquisa incluiu estudos que abordam a etiologia, diagnóstico e tratamentos da GE, resultando na seleção de 22 artigos relevantes. Resultados e Discussão: A GE está associada a fatores anatômicos, infecciosos e ambientais, como DIP, cirurgia tubária e uso de dispositivos intrauterinos. O diagnóstico precoce é realizado por ultrassonografia transvaginal e dosagem de β-hCG. O metotrexato é eficaz em casos iniciais, enquanto a cirurgia (laparoscopia) é indicada em casos mais avançados. Pesquisas atuais sugerem novas terapias, como imunológicas e baseadas em células-tronco. Considerações Finais: O diagnóstico precoce e o tratamento personalizado são cruciais para a saúde materna e preservação da fertilidade. A pesquisa continua em novas terapias e biomarcadores que podem melhorar os resultados clínicos e reduzir complicações.