Endometriose em adultos: Patogênese, epidemiologia e impacto clínico

dc.contributor.authorCamilla Maganhin Luquetti
dc.contributor.authorAdria Luana Gabler da Costa
dc.contributor.authorMarta Esteves D’Oliveira
dc.contributor.authorAlice Barbosa Nascimento
dc.contributor.authorThaiana França Reis Alves
dc.contributor.authorJosé Teobaldo da Costa Neto
dc.contributor.authorJosé Augusto Paranhos Marcelo
dc.contributor.authorPaulo Henrique Fabiano Zamora
dc.contributor.authorCésar David Gusso
dc.contributor.authorMariana Siqueira Passos
dc.coverage.spatialBolivia
dc.date.accessioned2026-03-22T15:37:37Z
dc.date.available2026-03-22T15:37:37Z
dc.date.issued2024
dc.descriptionCitaciones: 1
dc.description.abstractIntrodução: Endometriose é doença crônica que atinge 10% das mulheres mundialmente. Definida por tecido endometrial fora da cavidade uterina, é estrogênio-dependente e em mulheres em idade reprodutiva pode se manifestar desde assintomática até ter relação com infertilidade. Dor abdominal e/ou pélvica, dispareunia, disquezia, disúria e sangramento uterino irregular impactam na qualidade de vida e produtividade dessas mulheres. Tanto a região pélvica (ovários, ligamentos uterossacros e retroperitôneo) como bexiga e intestino (retossigmóide, cólon) podem ter tais implantes, dificultando o diagnóstico precoce e agregando morbidades. Objetivo: compreender a endometriose e seu quadro clínico, avaliação e possibilidades diagnósticas. Metodologia: Revisão de literatura integrativa a partir de artigos das bases científicas de dados da Scielo, da PubMed e da BVS. Tal pesquisa ocorreu no período de março a maio de 2024, com descritores em inglês “endometriosis”, “pathogenesis”, “epidemiology” and “clinical impact”, com correspondentes em português. Incluíram-se artigos completos dos últimos cinco anos (2019-2024), com total de 91 estudos. Após leitura dos resumos, excluíram-se estudos de outras categorias, com 05 artigos para leitura na íntegra. Resultados e Discussão: Demonstra-se que o exame físico em pacientes com endometriose é impreciso e variável, dependendo da localização e do tamanho dos implantes. Dor e intensidade não correspondem à gravidade. Achados sugestivos incluem: fixação do colo uterino, anexos ou útero; massa ou nódulo anexial sensível; deslocamento lateral do colo ao toque. Embora o diagnóstico definitivo exija confirmação histológica por biópsia de tecido, o diagnóstico presuntivo ganha destaque a partir de sinais e sintomas com achados de imagem (USG/RNM). Não há marcadores laboratoriais específicos para endometriose. Endometriomas ovarianos, nódulos infiltrativos ou lesão na bexiga são sugestivos em imagens. Reserva-se cirurgia para mulheres com sintomas graves e refratárias ao uso de anticoncepcionais hormonais ou outras terapias. O estadiamento segundo a Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva (ASRM) é feito via laparoscopia majoritariamente e direciona o tratamento. Conclusão: Ressalta-se o diagnóstico cirúrgico da endometriose como padrão-ouro, sendo que tal condição raramente sofre transformação maligna para câncer. O atraso diagnóstico da dor pélvica crônica impacta na qualidade de vida e ainda é uma constante, apesar de capacitação médica e avanços tecnológicos.
dc.identifier.doi10.36557/2674-8169.2024v6n8p2107-2121
dc.identifier.urihttps://doi.org/10.36557/2674-8169.2024v6n8p2107-2121
dc.identifier.urihttps://andeanlibrary.org/handle/123456789/53467
dc.language.isopt
dc.relation.ispartofBrazilian Journal of Implantology and Health Sciences
dc.sourceHospital Israelita Albert Einstein
dc.subjectGynecology
dc.subjectMedicine
dc.titleEndometriose em adultos: Patogênese, epidemiologia e impacto clínico
dc.typearticle

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