A ruptura da proximidade em uma sociedade polarizada: o caso do Convento de Santa Clara em Mérida-Venezuela
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State University of Londrina
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No início do século XIX, a sociedade hispano-americana se polarizou, dividindo-se em duas facções antagônicas, conhecidas como monarquistas e patriotas, cujos conflitos foram significativamente valorizados nas esferas ideológicas e institucionais, o que, por sua vez, causou a fratura nos laços de proximidade. Esta situação foi vivida no mosteiro das Clarissas de Mérida (Venezuela), fundado em 1651, destinado à profissão de mulheres privilegiadas do oeste da atual República da Venezuela, gozando do respeito da sociedade e também depositárias de importantes grandes quantidades de capital, tornando-se o convento mais importante do oeste da Venezuela. A incidência da polarização da sociedade da independência determinou a ruptura dos laços de proximidade dentro do convento das Clarissas de Mérida, motivando a separação física e ideológica das freiras, cujas incidências e efeitos foram traumáticos para os enclausurados.