O NEOFASCISMO DISPUTANDO A EDUCAÇÃO NO BRASIL: FASCISMO COMO DETERMINANTE DO ESCOLA SEM PARTIDO

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Universidade do Estado do Rio de Janeiro

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Após 2013, movimentos reacionários e conservadores que já existiam e que defendiam posições antidemocráticas e neofascistas ganharam musculatura e projeção. Uma parcela desses movimentos é caracterizada como pertencente à nova direita, também chamada de novo conservadorismo (LACERDA, 2019). E, o Escola sem Partido (ESP) é considerado um dos integrantes dessa nova direita. A influência de tais grupos contribuiu para a efetivação do golpe que destituiu Dilma em 2016, para a eleição de Jair Bolsonaro como Presidente em 2018, o que, consequentemente, desembocou na situação de intolerância em que o país se encontra. Ou seja, compreender estes grupos, como atuam, quais a suas intenções e influências, pode ajudar a entender o atual cenário brasileiro. Nesse sentido, o presente trabalho tem como objetivo demonstrar que o fascismo é um determinante do ESP, condicionado e influenciando a sua existência. De acordo com o Materialismo Histórico Dialético – orientação teórico-metodológica deste trabalho – as determinações são traços constitutivos dos fenômenos estudados, outros fenômenos que se conectam ao objeto de estudo e influenciam as ações, a maneira de existir do mesmo. Através da pesquisa bibliográfica, nos valendo, principalmente, das contribuições de Eco (2018) e Konder (2009) sobre o fascismo, o estudo aponta diversas similaridades e características fascistas no ESP que põem em risco a liberdade de ensinar e de aprender, contribuído para uma constante perseguição a educadores/as, evidenciando assim como o fascismo se configura como uma das determinações do referido movimento reacionário.

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