Análise quantitativa da abelha Apis mellifera Linnaeus, 1758 na Fazenda Experimental da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD)
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Servicios Academicos Intercontinentales
Abstract
A abelha exótica Apis mellifera L., conhecida por sua eficácia na polinização em climas tropicais, é amplamente utilizada em sistemas agrícolas de diversas culturas, bem como na produção de mel, geleia real e própolis, entre outros produtos. Essa espécie adaptou-se bem e está distribuída por todo o território nacional. O objetivo deste estudo foi comparar quantitativamente a espécie exótica Apis mellifera L. com outras espécies de abelhas nativas na mesma área de forrageio. As coletas foram realizadas na Fazenda Experimental de Ciências Agrárias da Universidade Federal da Grande Dourados/MS, em uma área que apresenta uma diversidade de paisagens, incluindo cultivares agrícolas e áreas em processo de restauração. As coletas foram feitas a cada 30 dias, entre as 8:00hs e as 16:15hs, no período de 12 meses, de forma ativa, utilizando redes entomológicas. As plantas com flores foram observadas e as abelhas visitantes foram capturadas, anestesiadas e sacrificadas em câmara mortífera contendo acetato de etila. Posteriormente, no laboratório, elas foram identificadas em relação ao menor nível taxonômico possível. Durante os 12 meses de avaliação, a espécie exótica Apis mellifera L. foi a mais frequente em 10 dos meses avaliados. Sua abundância geral acima de 70% reafirmou sua prevalência quantitativa em relação às abelhas nativas nas áreas avaliadas. Diversos fatores podem ter contribuído para esse resultado, como a interferência humana que altera o ambiente, favorecendo espécies generalistas; o cultivo de monoculturas que beneficiam abelhas com comportamento eusocial como a A. mellifera; um grande número de indivíduos coletores na colônia e um sistema eficiente de comunicação. Portanto, a abelha exótica pode suplantar as ações das abelhas nativas em determinadas regiões e, possivelmente, suprimi-las em outras, já que dominam por saturação a fonte de alimento na área de forrageio devido ao expressivo número de indivíduos.