Complicações Pós-Cirúrgicas da Catarata: Abordagem Clínica, Fatores de Risco e Estratégias de Prevenção

dc.contributor.authorGabriel Romano Atensia
dc.contributor.authorBeatriz Carvalho Encinas
dc.contributor.authorIzaque Benedito Miranda Batista
dc.contributor.authorBárbara De Melo Balbino Bezerra
dc.contributor.authorAndressa Da Silva Vargas
dc.contributor.authorGabriela Oliveira
dc.contributor.authorLeiliane Frota Correia Lima
dc.contributor.authorLarissa Nascimento Todoverto
dc.contributor.authorB. Silva
dc.contributor.authorAlice Horbach Melo
dc.coverage.spatialBolivia
dc.date.accessioned2026-03-22T19:48:56Z
dc.date.available2026-03-22T19:48:56Z
dc.date.issued2025
dc.description.abstractIntrodução: A cirurgia de catarata é um dos procedimentos oftalmológicos mais realizados no mundo, com elevadas taxas de sucesso e melhora significativa da acuidade visual. Apesar dos avanços técnicos e do uso de tecnologias modernas, complicações pós-operatórias ainda representam um desafio clínico, podendo comprometer o prognóstico visual. As principais complicações incluem endoftalmite, edema macular cistóide, opacificação da cápsula posterior e descolamento de retina. O conhecimento dos fatores de risco e a adoção de medidas preventivas são essenciais para reduzir a morbidade associada. Objetivo: Revisar as principais complicações pós-cirúrgicas da catarata, seus fatores de risco e estratégias atuais de prevenção, com base em diretrizes da Sociedade Brasileira de Oftalmologia (SBO) e evidências de publicações internacionais de referência. Metodologia: Foi realizada uma revisão narrativa em bases científicas como PubMed, SciELO e LILACS, abrangendo artigos publicados entre 2019 e 2024. Foram selecionados estudos clínicos, revisões sistemáticas e diretrizes de sociedades médicas reconhecidas, priorizando evidências com relevância prática para o contexto brasileiro. Discussão/Resultados: Entre as complicações precoces, destacam-se a endoftalmite infecciosa e a inflamação intraocular intensa. A endoftalmite, embora rara (0,02–0,05% dos casos), pode causar perda visual irreversível. Seu risco aumenta em pacientes diabéticos, imunossuprimidos e na presença de ruptura da cápsula posterior. A profilaxia com antibióticos intracamerais, como a cefuroxima, e o uso adequado de antissépticos (povidona-iodo) são medidas eficazes de prevenção. O edema macular cistóide surge geralmente nas primeiras semanas pós-operatórias e está associado à ruptura da barreira hematorretiniana. O tratamento envolve anti-inflamatórios tópicos e, em casos persistentes, corticosteroides intravítreos. Já a opacificação da cápsula posterior é a complicação tardia mais comum e pode ser tratada com capsulotomia a laser Nd:YAG. O descolamento de retina, embora incomum, requer diagnóstico precoce e manejo cirúrgico imediato. A individualização do cuidado, o controle rigoroso de comorbidades e o seguimento pós-operatório adequado são pilares para minimizar complicações e otimizar o resultado visual. Conclusão: Apesar do alto índice de sucesso da cirurgia de catarata, complicações podem ocorrer e exigem abordagem rápida e preventiva. A implementação de protocolos baseados em evidências e a vigilância pós-operatória são fundamentais para garantir segurança e bons resultados visuais aos pacientes.
dc.identifier.doi10.36557/2674-8169.2025v7n11p195-209
dc.identifier.urihttps://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n11p195-209
dc.identifier.urihttps://andeanlibrary.org/handle/123456789/78283
dc.relation.ispartofBrazilian Journal of Implantology and Health Sciences
dc.sourceFaculdade São Leopoldo Mandic
dc.subjectMedicine
dc.subjectMacular edema
dc.subjectGynecology
dc.subjectIntraocular lens
dc.titleComplicações Pós-Cirúrgicas da Catarata: Abordagem Clínica, Fatores de Risco e Estratégias de Prevenção
dc.typearticle

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