Bases moleculares da Doença de Parkinson: papel da alfa-sinucleína na disfunção sináptica, uma revisão bibliográfica

Abstract

A Doença de Parkinson (DP) é um distúrbio neurológico motor comum, com tremores em repouso, rigidez e bradicinesia como sintomas principais. Sua neuropatologia caracteriza-se pela presença abundante de filamentos de alfa-sinucleína (α-Sin), formando corpos de Lewy e neuritos de Lewy, indicadores de degeneração neuronal dopaminérgica sináptica na substância negra. Este estudo revisa a literatura recente sobre as bases moleculares da neuropatologia e a α-Sin, destacando sua importância na patogênese da DP. Trata-se de uma revisão bibliográfica, descritiva e comparativa, baseada em estudos sobre a α-Sin e disfunção sináptica, com dados de LILACS, PubMed e Scielo, utilizando descritores específicos e critérios de exclusão de estudos incompletos e anteriores a 2020. A DP é caracterizada pela perda de células dopaminérgicas na parte compacta da substância negra, resultando em deficiência de dopamina no núcleo estriado, o que provoca sintomas clássicos como bradicinesia, tremor em repouso, rigidez muscular e instabilidade postural, além de déficits cognitivos e distúrbios do humor, como depressão e ansiedade. O acúmulo anormal e agregação da proteína α-Sin na forma de corpos e neuritos de Lewy perturbam a transmissão dopaminérgica e induzem disfunções sinápticas. A depleção de dopamina e o excesso relativo de atividade colinérgica excitatória causam os sintomas parkinsonianos. A importância da α-Sin na patogênese da DP é notória, indicando que estudos mais aprofundados sobre essa proteína podem ajudar a identificar novos alvos diagnósticos e profiláticos, além de atuarem como biomarcadores moleculares confiáveis para a DP, dada sua quantidade aumentada em indivíduos com a doença.

Description

Citation