Infraestrutura de transportes e o papel brasileiro na Amazônia Sul-Americana, uma concertação necessária: governar, integrar, preservar

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Tendo como recorte espacial a Amazônia sul-americana, este trabalho objetiva discuti-la como um espaço físico, ambiental e socioeconômico de relevância à rearticulação regional, destacando a questão da infraestrutura dos transportes e a importância do Brasil para impulsionar esse processo na contemporaneidade. Com o fim da União de Nações Sul-Americanas (Unasul) em 2019, vários de seus conselhos foram paralisados e descontinuados, como o Conselho de Infraestrutura e Planejamento (Cosiplan), refletindo no abandono de esforços construídos desde o início do século XXI. Ademais, tensionaram-se relações entre preferências nacionais e a indispensável busca por desenvolvimento, e mecanismos de cooperação e integração regional, instrumentos fundamentais para atender a tais demandas. Por sua vez, um cenário de instituições desacreditadas abriu espaço para maior atuação de múltiplos atores públicos e privados, internos e crescentemente internacionais e multinacionais, que, de maneira desconexa dos arranjos regionais, direcionam obras de infraestrutura focando em seus próprios interesses, ampliando também a vulnerabilidade socioambiental dos/nos territórios amazônicos. Defende-se que é necessário integrar para preservar e desenvolver. A governança e a institucionalidade regionais representam pilares centrais para a retomada de um processo integracionista sul-americano mais resiliente, que vise à proteção e ao desenvolvimento amazônico, no qual o Brasil tem um relevante papel impulsionador a ser exercido e uma liderança diretiva a retomar.

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