Associação Entre o Tempo Cirúrgico e a Ocorrência de Infecção de Sítio Cirúrgico em Colecistectomias Videolaparoscópicas
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A colecistectomia videolaparoscópica é atualmente o padrão-ouro para o tratamento da colelitíase e colecistite, por apresentar menor dor pós-operatória, menor tempo de internação e menor taxa de complicações quando comparada à técnica aberta. Entretanto, a infecção de sítio cirúrgico (ISC) permanece como uma complicação relevante, com incidência descrita entre 1% e 3% mesmo em procedimentos minimamente invasivos. Estudos recentes sugerem que o tempo cirúrgico pode atuar como fator determinante para o desenvolvimento de ISC, especialmente quando excede 90 a 120 minutos. Evidências de coortes prospectivas e análises multicêntricas demonstram que tempos operatórios prolongados aumentam a exposição bacteriana, favorecem contaminação de instrumentos, elevam o risco de bile spillage e estão associados a maior grau de inflamação local, todos elementos relacionados ao aumento de risco de ISC. Trabalhos como o de Ingraham et al. (2010), Cheng et al. (2017) e Korol et al. (2013) reforçam que o tempo operatório prolongado é um dos fatores independentes mais fortemente relacionados à ocorrência de ISC em cirurgias laparoscópicas. Assim, compreender a relação entre a duração do procedimento e a frequência de ISC é fundamental para otimizar resultados cirúrgicos, orientar estratégias preventivas e reduzir morbimortalidade. O presente estudo tem como objetivo analisar a associação entre o tempo cirúrgico e a ocorrência de infecção de sítio cirúrgico em pacientes submetidos à colecistectomia videolaparoscópica.