Saúde do trabalhador após pandemia
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Introdução: Seja para profissionais de saúde envolvidos diretamente nos cuidados com pacientes, seja em nível populacional, pouco se discutiu sobre condições e organização do trabalho, prevalecendo apenas protocolos de medidas individuais (higiene e uso de equipamentos de proteção). Os principais desafios foram a elevada transmissibilidade do vírus, a falta de EPI, a sobrecarga de trabalho e os impactos na saúde mental. Tais profissionais se viram diante do aumento de transtornos psiquiátricos, incluindo depressão, ansiedade, insônia, estresse e trauma indireto. Objetivo: compreender a saúde do profissional de saúde após Covid-19. Metodologia: Revisão de literatura integrativa a partir de bases da Scielo, da PubMed e da BVS, de março a maio de 2024, com descritores “Covid-19”, “Worker health Health”e “Post-pandemic”, cadastrados no DeCS/MeSH e operador “AND”. Incluíram-se artigos de 2019-2024 (total 100), com exclusão de outros critérios e escolha de 05 artigos na íntegra. Resultados e Discussão: A sensação de alto risco de contaminação, efeito da doença na vida profissional e humor deprimido: esse era o contexto vivenciado por profissionais de saúde. Além disso, a exaustão física e mental, a perda de pacientes e colegas, a dificuldade na tomada de decisão, o medo da contaminação e da transmissão da doença aos entes próximos também foram marcantes aos que estavam na linha de frente. De acordo com a OPAS, a intervenção no momento de crise deve ser o acolhimento do sujeito e de suas emoções, de forma sensível, empática, por meio da escuta ativa e qualificada - base da comunicação terapêutica. É importante oferecer suporte emocional. Isso envolve ouvir ativamente o que a pessoa está passando, proporcionando espaço seguro para expressão de sentimentos e preocupações. Os profissionais de saúde apresentam mais depressão, ansiedade, insônia e efeitos negativos em relação à saúde geral, em período pós-pandemia. O aumento desses problemas citados mostra que mesmo com o “fim” a níveis pandêmicos, e com a vida retornando à normalidade, esses profissionais de saúde ainda lidam com os efeitos causadores dessa crise em suas vidas. É essencial que órgãos e instituições de saúde ofereçam suporte aos trabalhadores, proporcionando-lhes apoio psicológico adequado e eficaz para enfrentar as repercussões dessa crise, sem estigmatizações e com menor morbidade. Conclusão: Tanto as instituições de saúde como os próprios profissionais precisam entender a importância do quesito mental e da repercussão em todas as outras aéreas da vida. É desafio que requer cuidado e atenção, bem como manejo adequado com acompanhamento multiprofissional e de forma longitudinal.