Las cenizas de El Marinero: un polígono de lados infinitos

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Na sua proposta de «teatro estático» e na única obra de teatro que publicou em vida, O Marinheiro, Fernando Pessoa cria um teatro paradoxalmente cinzelado que se constrói sobre a ideia negativa de uma privação criadora; ou seja, trata-se de um teatro de autodestruição. A dupla metáfora entre a escultura e a linguística revela-se apropriada pois uma das maiores criações teatrais de Pessoa é precisamente um homem esculpido a partir de palavras. A personagem do marinheiro, criação central desta peça, é ao mesmo tempo o maior enigma da história e a janela para as possibilidades metafóricas da encenação. FERNANDO PESSOA / O MARINHEIRO / ENCENAÇÃO / LINGUÍSTICA / SIMBOLISMO

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