RELATO DE CASO: RARO LINFOMA CUTÂNEO DE CÉLULAS B
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Elsevier BV
Abstract
Os linfomas podem ser estabelecidos como neoplasias do sistema imunitário concludente de linfócitos que envolvem os tecidos linfoides com desenvolvimento de massas tumorais. São divididos em duas grandes estações: Linfoma Hodgkin (LH) e Linfoma Não Hodgkin (LNH). O último se subdivide em originários da expansão clonal de células B, células T ou de células Natural Killers (NK). Quando há relação com a pele sem comprometimento sistêmico, o linfoma é classificado como primário, e se houver relação com outros órgãos e sistemas, trata-se de um linfoma de grandes células que infiltrou para a pele. Os Linfomas cutâneos apresentam ampla diversidade clínica, imunofenotípica, histológica e prognóstica. Ademais, os linfomas cutâneos de células B (LCCB) representam apenas de 20 a 25% de todos os linfomas. O objetivo do resumo, então, foi reportar e relatar um episódio raro e complexo de LCCB ocorrido no Hospital Universitário Polydoro Ernani de São Thiago (HU) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), visando ampliar discussões sobre o tema e debater as abordagens atuais sobre o caso. A pesquisa foi submetida e aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa envolvendo Seres Humanos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), seguindo a resolução 466/12 do Conselho Nacional de Saúde e suas providências adicionais. Homem de 46 anos, branco, mestre de obras, casado, buscou o Hospital Universitário em novembro de 2021 referindo lesão e algia no ombro esquerdo iniciado há 5 meses com aumento progressivo desde então. Após anamnese completa, exames laboratoriais e de imagem, biópsia da pele e imunofenotipagem foi constatado o diagnóstico de Linfoma de grandes células B, de fenótipo centrofolicular rico em linfócitos T, com infiltração cutânea. O paciente foi tratado com quimioterapia de protocolo R- CHOP e apresentou significativa regressão da lesão e melhora das manifestações clínicas. Não há características morfológicas, imunológicas ou moleculares que diferencie tranquilamente um caso de linfoma cutâneo primário centrofolicular de um cenário com relação secundária por linfoma folicular nodal ou extranodal. Sendo assim, o diagnóstico de um linfoma cutâneo primário exige majoritariamente um estadiamento negativo. A certeza diagnóstica é difícil, os exames considerados como "padrão ouro" são a histopatologia e a imuno-histoquímica. Quanto ao tratamento, utiliza-se de radioterapia, excisão cirúrgica, ou quimioterapia, a variar do tamanho da lesão. No caso reportado o tratamento escolhido foi a quimioterapia, sem radiação agregada, alcançou bom resultado com remissão da lesão e melhora dos sinais clínicos.